quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Eu vi gnomos

CANTO I
Canta, ó Musa, a história daqueles pobres, feios e que moram longe, como eles se reuniam no Templo, uma das maravilhas da antiga Desterro (veja listagem completa), para o exercício da democracia e do dom divino de falar da vida alheia, e como a Elite Parasitária, mesmo não preenchendo os requisitos, conseguiu fazer parte desse seleto grupo, o que não garantiu que ficasse fora da pauta.
É Mãe Lilizinha do Canto B, na falta de uma adequada pítia do oráculo, que nos conta, de pé na porta da antiga biblioteca do Templo, mesmo correndo o risco de desabar junto com os cupins, em êxtase, inalando a fumaça espiritual que sobe pelas escadas, expelida não pelas entranhas da terra, mas pelos estranhos Amigos do Desconstrutor.
No princípio, Deus, até então único, criou a FAED. A FAED, porém, era muito quente e Deus começou a se abanar. Em seguida, Deus criou os acadêmicos. O Pulguento foi o primeiro. Depois criou vários outros, alguns de aspecto esquisito.
Deus viu que os acadêmicos não tinham lugar pra ficar, e colocou-os no auditório da FAED. Mas as coisas escorregavam da carteira e eles não gostaram muito. Deus achou aqueles acadêmicos muito acomodados e com pouco ímpeto revolucionário, o que não seria bom para sobreviver na FAED. Então criou a Fujona, que era subversiva e poderia ajudá-los. Mas os acadêmicos desconfiavam dela, pois nunca viram o seu marido.
E Deus disse: não é bom que os acadêmicos passem fome. E criou a Marivone. E a Marivone trouxe o bolo. Então, Deus mandou fazer uma festa. Mas como ninguém tinha a iniciativa de marcar uma, comeram lá mesmo.
Deus continuava sentindo calor, e colocou dois ventiladores no auditório. Mas os ventiladores não refrescavam. Como eles eram muito calouros, Deus enviou um sujeito de sotaque estranho para fazê-los se apresentar e tirar dinheiro deles. Naquele mesmo dia, souberam qual era o grande rio da Mesopotâmia, e tiveram de reverenciar a Rainha do Nilo (hein?).
Para que não continuassem perdidos em meio às maravilhas da FAED, Deus criou a Professora Daniela para guiá-los, e desde então ela sempre esteve lá.
Naquela época, as pessoas tinham mais fé, e viam seres metafísicos entre eles, alguns prestes a transcender ao plano astral. Eram chamadas de Gnomo e Cristal. E Deus viu os cultos pagãos, e as crenças em gnomos, e decidiu que aquela heresia não podia continuar. Então resolveu dar aos acadêmicos algo maior em que acreditar. E criou a Rosângela Cherem. E a colocou num altar. E o chão cedeu.
Deus tinha uma grande dúvida em sua mente, e sempre a formulava a seus anjos. Como os anjos não lhe respondessem mais, ele resolveu que criaria alguém para perguntar aos acadêmicos. E criou o professor de geografia.
E Deus achou que já tinha criado coisas demais, e que devia descontruir tudo. Então criou o Desconstrutor. Mas o Desconstrutor resolveu dar 5 aulas num único dia e os acadêmicos não agüentavam. Então Deus resolveu amenizar-lhes o sofrimento, e criou o intervalo e a pipoca Bilu.
Intervalo...
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Um comentário:

Fernanda disse...

ADORO AS QUARTAS-FEIRAS!!!!!!!!!